Notas da Autora#7



MAIS UM CAPITULOOOOOOOOOO E REVISADO ANTES. PRA DEPOIS SER REVEZADO DENOVOOOOOOOOO
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
AH
AHHHHH



CARACA, TÁ TUDO VOANDO NESSA BAGAÇA.

Tudo tão corrido, nossa :v

Estamos no capitulo 6! YEY!

Mal dá pra acreditar ne :v



Dá até uma emoção :v



NÉ NON?

Ah, mas espero que tenham curtido :v

Até porque, esse foi um capitulo mais descontraído. Adorei escrever a cena da cozinha <3

POOR HEITOR

Obrigada por lerem! Até a próxima =D




Capitulo 6: Um jantar





- MUITO BEM MEUS QUERIDOS! -Exclamou Alice, a Chingling.– É HORA DO JANTAR!

- HORRAAYYYYY!- Gritaram em uníssona os integrantes da Guilda.

Sally pensou que nunca ouvira Alice gritar efetivamente... Parecia a mais calma de todos, sempre sorridente também. Seus tímpanos reclamaram um pouco e então o zunido parou logo depois.

Os Pokémon se serviram assim que o som do sino ecoou e sorrisos apareceram. O cheiro era mais que encantador, deixando Sally com uma vontade de devorar tudo, estando com a barriga reclamando, roncando. 

A sala de jantar, como chamavam, eram simples mas organizada. Havia uma grande mesa com várias cadeiras, praticamente todas preenchidas. Tudo era de madeira, até mesmo a janela. Havia alguns quadros pendurados, com retratos de frutas, especialmente maçãs. Teresa viu que Sally parou e ficou fitando-os.

- Oh, Sally, é que a Mestra Maya simplesmente ama maças. É a comida favorita dela. Por isso vários quadros de... Maças. -Terminou a Sunflora, que se serviu de algumas Berries.

- Entendi. Bom saber, Teresa. -E ergueu um uma Oran Berry e depois mastigou, saboreando-a.

- Muito bem meus caros amigos! Um momento de sua atenção!- Falou Maya. Levantou-se da cadeira e ergueu o copo.- Hoje devemos celebrar por nossas novas companheiras! A missão foi mais que bem sucedida! E vamos brindar para que as próximas também sejam, para todos! Tin-tin.

E brindaram, voltando a começar a falar.

Ellie mastigava devagar, olhando para algo distante. Bebeu mais um gole de água e pegou outra fruta. Bidoof gaguejava ao falar com Louis, que berrava a todo instante. Teresa começou a se incomodar e pediu para Louis falar um pouco mais baixo.

- E se eu não quiser ein? EIN? -Desafiou, sorrindo maliciosamente.

- Neste caso... -Sussurrou alegre a Sunflora.

Um sorriso fino surgiu na boca da flor amarela, que se levantou lentamente da cadeira.

Um clima estranho começou a surgir no ar, com todos prendendo a respiração. Sunflora tombou a cabeça levemente e Sally sentiu suas escamas se agitarem.

 "Perigo."

- Neste caso, meu querido Louis... -Falou lentamente.- É guerra.

E pegou uma outra fruta, atirando em Louis, que foi direto para sua boca aberta. Inevitavelmente, uma batalha se iniciou. Chatot parecia que perdia penas, a ponto de voar para o centro, pedindo que parasse, mas foi vencido por outra saraivada de frutas. Ellie fez questão de tacar uma, pela “recompensa” que receberam.

Charles começou a ficar bravo, até que pegou outra fruta e começou a jogar. Todos os integrantes jogavam todo tipo de alimento para frente, para os lados, atingindo outros Pokémon: seja por diversão ou descontar algum tipo de sentimento.

Maya continuava a mastigar com a comida, não se manifestando naquela batalha da sala de jantar, a não ser para jogar para o alto e pegar de volta a maça. Alice se aproximou, desviando de outros ataques, mas ainda sim, estava com algumas marcas de sujeira. Ergueu-se e escondeu-se na cadeira atrás da Mestre.

- Senhorita...-Sussurrou, assustada.

- ... Sim?

A Guildmaster a olhou curiosamente, não deixando de sorrir.

- Desculpe interromper, mas... Está acontecendo uma catástrofe. -Falou como um sussurro.

- Oh... -E ela virou o rosto, olhando para a baderna.- Neste caso...

Wigglytuff se levantou e atraiu a atenção dos outros. Os Pokémon pararam e Chatot tencionou os ombros. Outro silencio se abateu na sala, até que Maya pegou sua tigela de maças e desceu da cadeira, feliz. Quando estava na saída da sala, deu meia volta e disse, levantando a mão.

- Muito bem. Podem continuar. Eu quero tudo limpo depois.

E a baderna continuou.


* * *


A porta do quarto foi aberta por Ellie, que em seguida, depositou as bolsas na prateleira. Quando se deitou na cama, Sally apareceu no quarto e rindo, fechou a porta. Tinha um sorriso de orelha a orelha e quando se sentou na cama, olhou para Ellie. A Snivy parecia extremamente exausta, com os braços e pernas estendidos na cama, cabeça tombada para o lado. Continuou a resmungar, ainda que baixo.

- ... Ouch... Acho que eles pegaram pesado...

- Pesado? -Perguntou Sally sorridente.- Isso foi demais! Deveria ter visto a cara do Charles! Foi hilário! Haha! -Ese jogou para trás caindo no colchão.

- Algo me diz que vamos acordar bem mais cedo amanhã... -E escondeu o rosto no travesseiro.

- UÉ. Mas por quê? -E Sally se vira, encarando Ellie.

- Você jogou comida no Louis. E acho que ele terá a vingança bem cedo... Ahn... Só de pensar a minha cabeça dói. -Gemeu.

- Ah cara... Isso é verdade. -Lamentou Sally, batendo a mão na testa.- Ai. Vou me limpar.

- Sally, como que... -E a olhou.- Você mal se sujou?

E de fato, mal se sujara. Ela pegou um pano que estava dobrado na prateleira, molhou a ponta e começou a limpar, ainda que não houvesse muito.

- Eu acho que joguei tanto nos outros, que mal fui atingida. -Concluiu sorridente, se sentindo vitoriosa.

- Wow... Argh...

- O que foi?- Sally pendurou o pano num cabide próximo e voltou para a cama, sentando-se. Snivy levantou a cabeça, que pesava e latejava.

- É que eu recebi uma pancada na cabeça... Mas não sei quem chegou a jogar... E essa dor está me deixando louca. Mas estou sem forças...

- Ah. Poxa.-Falou simplesmente.- Bem, amanhã você descobre, não é mesmo?

- Sim...-E bocejou, espreguiçando-se para depois se enrolar, deitando a cabeça no travesseiro. 

Fechou os olhos e sussurrou.

- Amanhã a gente vê isso... Boa noite...

- Então... Boa noite.

Sally deitou-se ainda encarando o teto. O sono não tardaria a vir, percebeu ao bocejar. Ajeitou-se na posição mais confortável e relaxou o corpo. Havia pensado nos eventos que ocorrem recentemente no dia. E sorriu ao se lembrar de Teresa se enfurecendo com Louis.

E quando finalmente fechou os olhos, uma ultima lembrança apareceu.

Na batalha ocorrida na cozinha, Mestra Maya havia saído tranquilamente, deixando a baderna para trás. Quando se dera conta, não era uma brincadeira de Teresa e Louis, mas todos jogavam o que havia pela frente, sem se importar com o alvo.

Fora a primeira vez que vira tantas risadas e sorrisos de uma única vez. Sally sentia-se feliz, também se aventurando naquela batalha. Pegara alguma Berry que ainda não conhecia e o primeiríssimo Pokémon que acertou fora Louis. O Pokémon chegou a notar, mas momento em que iria revidar fora derrubado, por Sunflora.

Caíra no chão com força, Teresa jogou algum líquido diferenciado no exato momento em que Loudred abrira a boca. Ela riu escandalosamente e saiu de cima do Pokémon e pegou outras frutas, fazendo parte da bagunça.  Saltitante, Bidoof também decidira participar. Mas na primeira vez que fora atingido, rolou pelas portas dobradiças da sala e não voltou mais.

Assim que nada se diferenciava, Sally pegou uma maça e jogou para frente. Corpish se desviou no ultimo segundo e a maça atingira a nuca de Snivy, que caíra no chão. Sally arregalou os olhos e no instante que fora socorrer a parceira, tropeçara em um corpo, indo direto para o chão. Quando começou a se erguer, era Charles, tremendo no chão.

"Oh droga. Isto está indo longe demais..."

E ao chegar em Snivy, a ajudou se levantar e em pé, a cobra começou a cambalear. No momento em que Sally oferece ajuda, ela gentilmente se recusa e diz que está cansada.

- Eu vou para o quarto...

E alguns segundos depois se ouviu um estrondo e todos pararam. Os que estavam no chão ergueram as cabeças e observaram atentos. Chingling estava no centro da mesa, arfando. Suja, ela ergueu-se ainda mais e começou a falar.

- PESSOAL! -Gritou a plenos pulmões.- Por favor!

Os Pokémon começaram a se levantar, se aproximando da cozinheira.

- Por favor! Está tarde! Olhem só pra vocês!

E ao fazerem isso, um rubor começou a surgir nas bochechas da maioria deles. Exceto Sunflora, que sorria vitoriosa em cima de um Loudred exausto. Sally começou a notar a bagunça que haviam feito e de fato, não era nem um pouco simples. A mesa central estava suja, algumas cadeiras quebradas e uma delas, entre o parapeito da janela e o lado de fora da Guilda.  As comidas estavam espalhadas por todo o lado, seja chão, teto e paredes. Vira que Ellie havia saído, cambaleando novamente.

Suspirou e sem olhar para si mesma, começou a arrumar as cadeiras.

Depois de alguns minutos, Chingling trazia alguns baldes, pano e rodos,  para os integrantes. Não exibia uma carranca como Loudred, que fuzilava Sunflora com o olhar ao pegar o esfregão e o mergulhar no balde. A Pokémon apenas sorriu docilmente, antes de se virar e começar a mover o rodo.

Sally pegara um também, juntando toda a sujeira depois que terminara de arrumar as cadeiras. Por sorte, uma ou duas haviam se quebrado.

E em poucos minutos, os Pokémon se limparam e a cozinha estava impecável. Sally recebeu alguns “boa noite” e retribui, acenando com a mão. Passou pelo corredor, que havia apenas uma tocha iluminando, deixando em sombras o resto do caminho. 

Agora, todos da Guilda estavam dormindo...

“Cara. Se ela descobrir que fui eu, ferrou.”-Concluiu

A Totodile suspira lentamente, fechando os olhos. Sally acabou se lembrando que tinha algo a perguntar a Ellie. Mas viu que ela dormia profundamente, então se deitou na própria cama. O sono não veio de imediato.

Pensou novemente naquele item que Ellie carregava. Não se lembrava dela ter mostrado -por vontade própria- aquela pedra...

E se virou nas cobertas novamente, em direção a janela. Suspirou alto e finamente pegara no sono.


* * *


Na manhã seguinte, Louderd havia acordado a todos, gritando alto novamente, ainda que Sally sentiu que a voz do Pokémon estivesse um pouco rouca. Ellie reclamou assim que saiu da cama, em que seus ouvidos zumbiam. Pediu desculpas a Sally, mas mal a escutara quando dera “bom dia”.

- Cê tá me ouvindo?- Indaga Sally.

- Oque...? Não, não... Meus ouvidos tão zunindo. Mas vejo a boca dos outros se mexendo e deduzo o que elas querem falar.

Sally levantou o polegar, indicando que tudo estava bem. Molharam o rosto na fonte e pegaram os materiais.

Encontraram outros membros no corredor, como um Loudred entrando em um quarto. Devia ser o ultimo Sally deduziu, pois ia com um sorriso perverso no rosto e a passos o mais silenciosos possíveis. Quando abriu a porta, ouviu um pequeno chiado das dobradiças. E então Sally passou a ficar com os ouvidos zumbindo:

- BOM DIA MINHA FLOR DO DIA! É HORA DE SE LEVANTAR! -Começou.-  ♪♫O SOL JÁ RAIOOUUUUUU, A ALEGRIA CHEGOUUUUU, ONDE TEM O-AUGH.

E fora recebido com uma bela travesseira de Teresa, que estava com as flores bagunçadas e com uma carranca na face. Loudred ria tão escandalosamente quanto Sunflora na noite anterior.

Defendia-se com os braços na frente, mas nada impedia Teresa de continuar a jogar o travesseiro com força no rival. Os outros Pokémon que dormiam acordaram e rapidamente saíram do quarto, seguindo os outros e indo para a cozinha.

Quando Sally voltou a escutar melhor, agradeceu por passarem a bandeja de frutas, pegando duas delas. Passou adiante e bebeu um copo de água, molhando a garganta seca.

O café da manhã fora silencioso, exceto por alguns sussurros de Chatot com a Guildmaster Maya. Chingling parecia a que melhor estava em um estado de equilíbrio. Sorria levemente e conversava com Bidoof.

Ao terminarem o café, Alice apontou para a lava-louças, onde as jovens depositaram os pratos e saíram do local.

A primeira coisa que chegaram a fazer foi subir no andar superior e escolher uma missão.

Notaram que não havia tanto movimento e pela primeira vez, agradeceu por não ouvir mais algum tipo de barulhou ou gritaria. Ao olharem para o quadro, Chatot apareceu.

- Oh, achei vocês. Estão decidindo qual missão escolher?

- Isso. -Respondeu Ellie.

- Bem, nesse caso, deixem me ver...

Após alguns segundos que pareceram horas, Charles pegou dois papeis.

- Vejam, esses aqui são na mesma Dungeon. É possível que vocês possam fazer vários Quest simultaneamente. Como por exemplo, resgatar dois Pokémon.

- Ow. Isso é bom, certo? -Pergunta Sally.

- Oh sim. Mas se falhar, perderá o Quest. Além de, quanto mais Quests fizerem, seu Ranking sobe. Por exemplo, vocês estão no Normal Rank. Mais alguns pontos de missão e serão promovidas ao Bronze Rank. Existe vários Ranks, por isso.. Aconselho a se dedicarem.

- E nisso, as missões se tornam mais perigosas...?-Pergunta Sally.

- Oh, sim. Isso mesmo. E vejam isso.

Na folhas, estava escrito em uma letra, “E”, e Charles explicou que esse é o nível mais baixo das Quests. E que todos os exploradores sempre começariam com missões a esse nível. Por fim, entregou ambos os papeis á elas e desejou boa sorte. Voltou a descer as escadas, sumindo da vista.
 
- Bem, o que acha de já ir direto? -Pergunta Sally. -É que não temos muito o que guardar certo?

- É... Então... Vamos indo!

Correram até o lado de fora, diminuindo a velocidade da corrida assim que começaram a descer a grande escadaria. Sally sorria, vendo o sol reluzente e o céu azul. Uma música animada vinha da Treasure Town e ela sentiu o cheiro da floresta assim que terminaram a escadaria.

- O lugar se chama Drenched Bluff.

- Como chegamos lá? -Indaga Sally.

- Ah, é facil. Veja.

Ellie sacou sua Explorer Badge e apertando a gema, passou o item por cima do papel. Com um zumbido, Ellie sorriu e começou a explicar a Sally.

- Quando a Explorer Bagde "lê" a Quest, nos rastreamos o cliente e temos a Quest como o principal objetivo. Logo, sabemos a localização exata da Dungeon. Ao menos, as Dungeons já rastreadas pelo conselho...

- LOL! -Sorriu Sally.- Quer dizer que não precisamos ir até a Dungeon, tipo, a pé? Como fizemos ontem?

- Não. Fomos ontem pois ela aqui perto. Essa já é um pouco mais distante... Eu perguntei como isso funciona, pro Charles, no jantar. Antes daquela... Baderna toda começar. Mas acho que ninguém notou...

- Pode crer... Digo, depois daquele Quest, nós temos quantos pontos?

- Bem pouco. 10 pontos. Mas com as missoes de hoje... Conseguiremos uns 20...

- Quanto precisa pro proximo Rank? -indaga Sally, movendo a cabeça.

- Eu diria que devemos atingir... 100 pontos. -E ficou palida.

- Só? A gente consegue isso rapidinho, ce vai ver!

Sally pareceu se animar, mesmo depois do cansaço da noite anterior. Exibia um sorriso que mostrava suas presas, apoiando as patas na cintura.

-... Voce acha? -Pergunta esperançosa, guardando os itens.

- MAS É CLARO QUE SIM. -Grita, sorridente.- OU NÃO ME CHAMO SALLY!

-...-Ellie suspirou, e prendeu a respiração.

-.... AH NÃO.-E Sally recuou, perplexa.- Você não pensou nisso! -Esbravejou.

- Pensei no que? -Tenta desviar o olhar.

- Você quis dizer que como eu perdi minha memória, eu posso não me chamar Sally.

-... -Ellie corou com o pensamento que Sally deduziu e acertou, desviou o olhar.

- Quem tem que fazer essa piadinhas sou eu!-Responde a Totodile.

Quando Sally se acalmou, ela se lembrou que tinha algo a perguntar a Ellie. Mas decidiu deixar para depois, pois a Snivy já tinha pego a Insignia de Sally e devolvido. Com um pedido de desculpas, ela disse para partirem.

Aquilo poderia esperar um pouco.








Notas da Autora#6



GENTE QUE HORROR

MAL TÁ DANDO TEMPO DE CONFERIR AS COISAS E QUANDO JÁ, PUUUM, ACABOU O CARNAVAL

ACABOU TUDO

JÁ TAMO EM MARÇO

GENTE


(Eu me sinto assim)

MAS OLHA SÓ! MAIS UM CAPÍTULO PRONTINEO AQUI! QUE EMOÇA1



NEM DÁ PRA ACREDITAR NÉ? CAPITULO 5 CAMBADA! AHHHHHHHHH

AHH

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAH

SE É LOKO, EU ATÉ LEIO DE NOVO ESSA BAGAÇA! NÉ NON?




Essa foi a primeira "luta" de Sally na Fanfic! Pelo visto, teve mais bate-papo interativo entre elas do que ação em si. Aprovaram? :v?

Achei que deveria ter isso, já que também serve como uma forma de introdução da vida delas :v





Bem, eu manterei os capítulos na mesma rotina. Mas porque tô falando isso?

PORQUE EU TÔ FAZENDO CURSINHO, ONLINE. 


(que?)

SIM, MAIS UM ANO LETIVO, POIS DEVIDO A INÚMERAS COISAS E EU MESMA :V Mais um ano de sofrimento aprendizado =)




Então sim! Vou pular de cabeça, corpo e alma pra que depois, eu consiga entrar no curso que eu tanto almejo :')




MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE OS LEITORES FANTASMAS NÃO DEVEM LER E COMENTAR! Gente cês não tem ideia de como é legal ver que vocês leram e depois comentaram sobre o capítulo! Seja criticas construtivas e opiniões. Então, povo, é hora de aparecer, okay? 

KE ORRO, PARECE Q TÔ MENDIGANDO. NEM PARECE Q JÁ ESCREVEU FANFICS E SOFREU ISSO



AH, mas é isso! Finalizo minhas Notas da Autora#6 com esse gif maravilhoso. 

Até uma próxima vez ;)



XABLAU.







Capitulo 5: Beach Cave






Agora que Sally percebera, ainda não conhecia totalmente a Guilda. Perguntou a Heitor, que estava novamente distraido, como normalmente era na Guilda.

- Sabe, quando cheguei aqui, eu nem sabia qual era meu quarto! E entrei num errado... Urgh... - E fez uma careta ao relembrar.

- Deve ter sido... Péssimo...- Tenta consolar Sally.

- E foi. - Suspirou. Desceu o último degrau, chegando ao primeiro andar, e suspirou novamente de alívio. - Mas não tem muita coisa por aqui na Guilda. Venham, vou mostrar o mapa pra vocês!

Ele apontou para um quadro emoldurado, perto da loja de Shimezo, o Croagunk. Nele, estava a planta da guilda, simplificada.

- Estamos aqui, no Salão Principal. Esse é o nosso primeiro andar. Temos os quartos. - E moveu a pata, dirigindo-a para a esquerda. - Bem aqui. E então, os banheiros. Agora, essa aqui é a Sala de Jogos, onde fazemos uma noite no mês de jogos, filmes e comida liberada! É um dos melhores dias que temos... - E por um momento, se perdeu nos seus pensamentos. De novo. - A-ah! E tem a cozinha. Aqui no canto direito, que eu vocês já conhecem! E essa parte só a Alice entra. Ela que administra toda a comida aqui...

- Nossa. Eu não sabia da noite livre aqui... - Fala Sally, olhando para o outro lado do Salão e vendo uma porta diferente, trancada. - A gente pode ir lá quando quiser? - Apontou.

- S-sim! É um lugar bem legal... Mas Charles não gosta quando vamos de dia, pois ele acha que ficaremos lá ao invés de fazer as missões... O pior, é que eu já fiz isso uma vez... - E se lamentou, abaixando a cabeça felpuda. - Eu tomei uma bronca... Mas aí eu nunca mais fiz isso.

- Uau, que coisa, Heitor... Então, existe algum livro ou manual da Guilda? - Pergunta Ellie, cruzando os braços. - Acho que tem mais regras por aqui, não?

- Oh, sim! Guildmaster Maya tem um sim! Acho que foi o Conselho que enviou... Mas olha, se você não foi avisado, não precisa se preocupar né? - E sorriu inocentemente.

- CARA! Sua lógica é genial! - Responde Sally, sorrindo, mostrando suas presas. - É uma boa ideia mesmo...

- Sally! - Reprende a Snivy. - Vai que a gente faz algo de errado sem saber e eles esperam para dar todas as punições de uma vez só?!

E olhando um para o outro, Heitor e Sally se preocuparam.

- É... Vai que vocês sofram nas mãos do Charles também... - Fala ele, baixinho.

- ... A gente pode ir ler depois do trabalho? -Pede a Totodile, esperançosa.

- Isso é preguiça?

- Eu acredito que muito provavelmente. - Responde a Totodile, disfarçando um sorriso. - Mas não vamos perder tempo agora! Vamos fazer um Quest!

- Desde quando não saber as regras, ou seja, ler um bom manual, é perder tempo? -Resmunga Ellie, subindo a escadaria e seguindo Sally em direção ao quadro de missões.

No segundo andar, Charles estava parado em frente ao quadro de missões, esperando pacientemente. Depois de os cumprimentarem, ele se dirigiu a Heitor.

- Neste caso, senhoritas, Heitor irá voltar ao seu trabalho e eu explicarei o que deverá ser feito. - Disse, erguendo a cabeça de penas pretas. 

O Pokémon entendeu sua deixa, e abaixou as orelhas. 

- Então... Até outra hora! - E Heitor saiu, voltando para o primeiro andar.

De onde estavam, o movimento de Pokémon havia começando a se intensificar. Havia pelo menos três ou mais Teams, formado por Pokémon que Sally ainda desconhecia. Como por exemplo, um Ninetales e uma Staraptor, que após pegarem alguns papéis, saíram calmamente da Guilda.

Além de alguns outros times decidiram rapidamente as missões e saíram às pressas, animados por começar mais uma aventura.

- Esse é o painel de Rescue e Deliver. Respectivamente, salvar Pokémon de Dungeons e entregar itens. Mas antes, devo explicar algumas outras advertências.

Chatot ajeitou suas penas, empertigando-se. Mas ainda não parecia relaxar, estando com os ombros de pluma azul tensos. Apontou com a asa direita para o painel, onde havia alguns papíis pendurados com diferentes faces de Pokemon.

- Em primeiro lugar, devo dizer que o número de Pokémon malfeitores vem aumentado consideravelmente. Segundo algumas notícias, não se sabe a exata causa do que tem afetado o comportamento dos Pokémon, deixando o lado... "maligno" os controlarem.

- Alterando o comportamento dos Pokémon? - Perguntou Sally.

- Sim. Precisamente. E isso fez o número de Jobs aumentar significativamente. E vejam, não somente isso, mas as Dungeons estão  ficando cada vez mais... - hesitou por um instante - Perigosas, instáveis. O que faz com que alguns grupos tenham... Se dissolvido. 

Ellie não se surpreendeu. Desde que começara a sua aventura, as Dungeons, haviam se tornado mais perigosas. De certo fato, teve sorte em não encontrar tantos riscos quanto esperava. Mas agora, alguns Teams haviam chegado em seu fim? Isso sim, era preocupante...

Segurou a alça de sua bolsa um pouco mais firme e voltou a prestar atenção nas palavras de Charles.

- E com isso, eu escolherei um trabalho para vocês. Vejamos...

Chatot ergueu a cabeça e passou a ponta da asa pelos papéis pendurados.



- Hum... Vejo que Darius já atualizou o quadro...

- "Atualizou"? -Pergunta Sally.

- Ah, sim. - Disse, se virando. - Darius atualiza os quadros com novas missões, toda a manhã. Estão vendo essa superfície de madeira? - E apontou para a parte mais clara. - Somente Darius tem a chave para virá-la e pregar novas missões.

- ... Eu nunca teria suspeitado... - Sussurra Sally.

- Nesse caso... Que tal esse? - Falou Charles, mais para si mesmo do que elas.

Estendeu o papel, e Ellie o apanhou, correndo os olhos por ele. Mostrou a Sally, que virara a cabeça para lê-lo.

- Hum... Parece-me bom. - Concluiu. - O que acha, Sally?

- Não seria nada mau pra um início de aventuras, não é mesmo? - Disse sorrindo.



* * *



- Espera, eu reconheço esse lugar.





- Nós estamos bem perto da Dungeon. - Disse Ellie, seguindo pela areia quente. - Você já esteve aqui?

Sally olhou o horizonte, com um olhar distante. Estava tão concentrada que sequer notou que Ellie se distanciava. Não chegou a piscar uma vez enquanto observava. Sally sentia o gosto salgado na boca, e a brisa do mar atingindo seu rosto. Quando finalmente piscou, chamou por sua amiga Ellie.

- Ellie? Ah, foi mal... É que... 

- O que foi, Sally?

Sally temeu por um instante. Mas tentava se convencer do contrário.

A praia. Ao sair do lugar, foi quando os problemas começaram. Primeira ameaçada por um Ariados, e em seguida recebeu a ajuda de Gerren, o Growlithe. Tivera sorte no momento, mas não tardou para que Zubat e Koffing a achassem e se aproveitassem de sua inocência, colocando-a no mundo dos crimes.

Agora que Sally ouviu as palavras de Chatot, teriam sido eles afetados pelo tempo? Eles seriam inocentes por agirem daquela maneira, roubando e enganando, sendo assim afetados pelo tempo?

Mas e se o mesmo viesse a acontecer com elas? Não havia nenhuma regra quanto a que tipo de Pokémon seria afetado, havia? Aquilo estava começando a dar náuseas. 

- Sally? O que foi, você está bem?

Saindo de seus devaneios, moveu rapidamente a cabeça para o lado, em direção a voz. Olhou para Ellie, a alguns passos a frente, e voltou a caminhar. Quando a alcançou, ambas voltaram a andar pela areia.

- Sally, o que houve?

- Eu tenho medo de me tornar descontrolada. E se eu for afetada? 

Ellie parecia confusa, e Sally começou a gesticular com as patas, apontando para alguns dos rochedos mais próximos ao mar.

- Sabe, eu acordei aqui. Não me lembro de nada de meu passado, ou o que eu era. E isso chega a me preocupar um pouco... Pois depois que sai daqui, algumas coisas ruins aconteceram. E depois disso, eu penso que... Para onde minhas emoções e impulsos irão me levar? O que vai acontecer quando estiver sem nenhum amigo?

- Eu não posso prometer nada. - Falou sinceramente. - Mas sei que você vai achar a resposta o quanto antes! E... Eu sinto muito que tenha passado por isso, Sally.


"Só preciso encontrar sua fraqueza, caso algo aconteça..."-Pensou Ellie. Mas jamais revelaria esse pensamento.

- Ah, por favor, não sinta. - E colocou as patas na cabeça. - Pra ser sincera, eu odeio quando sentem pena de mim. Faz me sentir fraca.

- Mas você não é fraca. - Afirmou sorrindo - Digo, se Kevin disse que você tinha potencial, as palavras dele são as minhas. Mas olhe... - Parou, fazendo Sally seguir seu movimento. Após alguns segundos, continuou. – Pelo menos você contou algo que te incomodava, não é?

- Sim. - E desviou o olhar, voltando a se deixar hipnotizar pelo mar.

- Já é um ótimo progresso! E isso mostra que você confia em mim! - Exasperou Ellie, sorrindo e empolgada, levantou os braços.

- Se vamos ser um bom Team, confio plenamente em você. Seremos um dos melhores que esse continente já viu!

- Pode crer! - comemorou Ellie. 

E Sally estendeu o punho fechado a frente, em direção a amiga. Ellie parou e ficou a olhar o movimento.

- Oh... Esse era pra ser um toque, sabe? Quando as coisas dão certo. Veja, você faz isso.

Sally moveu o outro punho, e quando este encostou no outro, logo se separou e moveu os dedos.

- Viu? É legal, né? 

Voltou a esticar o braço com a mão fechada. E Ellie fez o mesmo. Quando esses encontraram, ambas se separaram rapidamente e mexeram os dedos. Sally ainda curvou um pouco o ombro, rindo.

- É, a gente pega o jeito.

- Hey, Sally, a gente chegou. - Disse Ellie, olhando para trás de sua amiga.

A Totodile se vira, espalhando um pouco de areia com o movimento. Ellie se aproximou da entrada da caverna e remexeu sua bolsa. Pegou o mesmo papel com o Quest a ser concluído. Seguia as descrições e acenou positivamente com a cabeça, confirmando o local. Voltou a guardar o papel se virou para Sally.

- É isso. Nossa primeira Dungeon! Vamos lá, Sally!




Passaram pela entrada escura, e não tardou a entrarem na primeira sala da Dungeon. Era totalmente diferente do lado de fora: mais úmido, abafado, mas a corrente de ar era gelada. As paredes eram altas, e o teto com pontas pontiagudas. Pensou que aquilo poderia cair em cima delas...

Havia algumas fendas abertas, e nessas entravam alguns feixes de luz, que iluminam alguns pontos da caverna.  De início, seus passos eram lentos, observando o lugar em que adentraram.

- Esse lugar é sempre assim né?

- O ambiente, sim. Mas os padrões, não. E que bom que perguntou. -E Ellie deu meia volta, começando a explicar.- As Dungeons são muito misteriosas. E uma dessas características, é que as salas nunca serão as mesmas. Até podem ser parecidas, mas nunca iguais as anteriores.

-OW! Isso é estranho, mas legal. Hey, saca só isso. Uma lagoa!

Sally se aproximou da "lagoa" que encontrara. Estava há alguns metros a frente, era grande, mas não sabia dizer sua profundidade. Aproximou-se e agachou um pouco mais perto da margem, a ponto de tocar o nariz na água, observando se reflexo.

-Sally.  -Começou a sugerir Ellie, chegando mais perto. - Acho que talvez-

- AHHH! CAI NA TRAP! CAI NA TRAP! - Berrou.

Sally começara a correr freneticamente, colocando a mãos nos olhos, onde uma gosma marrom cobria sua visão. Indo de um lado para o outro, ela não via nada a sua frente.

-OW! CARA NÃO DÁ PRA VER NADA! - Disse, parando e tentando tirar a gosma. 

Elle olhou para a lagoa, e aos poucos, surgia um Pokémon que ria com a boca fechada, com um olhar maligno.

- Espera, mas isso não é um Shellos?

A criatura saíra da do pequeno lago, revelando-se. Era uma criatura semelhante a uma lesma, com a pele azul e listras amarelas curvilíneas que lembravam pequenas ondas na extensão do corpo. Tinha uma espécie de chifres, lembrando a extensão da cabeça, com a ponta branca. Os lábios eram carnudos, também amarelos, e os olhos eram negros, envoltos numa figura oval, também amarela.



Shellos parecia deslizar livremente pelo chão, deixando um rastro de água por onde passava. Não se interessou por Ellie, ignorou-a e partiu em direção a Sally.

A Totodile por sua vez acabara se livrando do líquido gosmento de seus olhos, e não satisfeita, olhava ao redor procurando o inimigo que fizera aquilo. Notou que Shellos se aproximava, e entrou em posição de ataque. Moveu o pé direto para trás, e deixou as garras à mostra e agitou a cauda rapidamente.

Focou-se somente naquela criatura há alguns metros, mas ainda sim, não deixando de ignorar todo o ambiente ao redor. Poderia usá-lo a seu favor. Agora que pensara, seria mais rápido acabar com ele se uma daquelas estalactites caísse nele...

"Não, não sou assim!" - Soou uma voz em sua cabeça. Então ignorou quais quer pensamentos, e rosnou.

- VOCÊ! VAI SE VER COMIGO! - Bradoou.

Sally avança tão rapidamente que passou como um borrão para Ellie, que decidira ficar parada para ver a cena, pois sabia que nada poderia fazer. Quando Sally se aproximou de Shellos, que se mostrou confuso pelo ataque, notou que Sally desaparecera de vista.

Ellie também não acreditara nos olhos, e passou a olhar para os lados a procura de Sally.

E quando menos esperava, uma Totodile surgiu, a direita do oponente, dando tempo somente dele olhar para a rival. Ela o jogou o braço, arranhando cruelmente o inimigo, ainda rosnando de raiva. Ele fora jogado de lado, caindo no chão e não levantou mais.

Shellos não se movia e Sally começou a se acalmar.

- Acabei com ele... - Responde, recuperando um pouco do ar. - Uau! Eu realmente voltei com meus poderes! - Fala, olhando esperançosa para Ellie. 

- Pelo visto, você não teve mais medo... - Fala ela, se aproximando de Sally.

- Eu fui mais pelo... Impulso.

"Tem algo meio errado nisso aê." - Refletiu sobre o estranho sentimento de insatisfação. "Ah depois eu descubro."

Mas não conseguindo impedir a sua mente de pensar, então resolveu parar e refletir sobre. E se a única diferença dela para os Pokémon da Dungeon, ou dos que cometessem crimes, fosse esse impulso? Tremeu ao pensar no que poderia se tornar se permitisse se levar .

"Mas não adianta ficar brava! E nem desesperada... É só não fazer de novo!" - Responde para si, voltando a respirar.

E quando olhou para o Shellos, agora uma pontada de culpa, viu que ele desaparecera.

- ELLIE . ELE SUMIU!- Gritou, a olhando espantada.

- Quando os Pokémon perdem em combate, a Dungeon os expulsa. Ele não virou pó nem nada, ok? Ele só desapareceu e voltou de onde veio, provavelmente para a entrada... Ou em algum outro canto da Dungeon...

Sally voltou para a lagoa e não percebeu mais nenhum movimento. Afastou-se e voltou para perto de Ellie.

- Mas ele desapareceu e...

- Não, não! Ele não morreu. Ainda que ele tenha desmaiado, eles sempre voltam para onde vieram! Olhe, isso aconteceu comigo uma vez. Eu fui derrotada em combate e desmaiei. Quando eu vi, estava na porta da Dungeon. Foi por um deslize, sabe? Acontece de vez em quando.

- O que havia acontecido?

- ...Monster House. - Disse simplesmente, como um sussurro, com olhos arregalados por se lembrar da memória daquela ocasião.

- Monster House?

- Ah, sim, sim. É quando você chega a um novo andar da Dungeon e...E... Aparecem vários Pokémon de uma vez. E todos vêm pra cima de você. - Falou, tentando articular as palavras. - É algo comum com os Pokémon das Dungeons.

- Ah... Ow, deve ter sido...

- Terrível? - Completa a frase. - Quase. Mas consegui pegar vários itens bons! Em Monster House sempre haverá bons itens! - Comentou já alegre. – Mas ainda sim, perdi alguns quando eu acordei...

- Eu iria dizer legal... Mas, vamos voltar a andar.


* * *


- Sally, me diga, como você se sentiu quando atacou Shellos? - Indagou a curiosa Snivy.

Enquanto andava pela Dungeon, Sally e Ellie haviam encontrado mais alguns Pokémon pelo caminho. Mas por sorte ou não, eles estavam longe demais e desapareceram de vista. Então, ao aproveitar o silencio, por ainda não estarem tão perto do objetivo, Ellie decidiu saber mais sobre Sally.

- É estranho, mas... - Olhava para suas patas, enquanto caminhavam pela Dungeon. – A verdade é que já parece algo natural pra mim. Mas foi bem divertido. A adrenalina subiu no corpo todo, até na espinha!

- Que bom!

- Mas me sinto meio mau por deixar ele... Desacordado. Digo, eles não podem morrer, né?

E Ellie ficara pálida, parando de andar, e mordeu os lábios.

- UÉ? -Fala, surpresa e parando.

- A morte é algo natural aqui... Alguns realmente podem se machucar nas Dungeons e lutas... Não lembro de casos de Pokémon morrendo nas Dungeons...

- Ufa...

- Mas ouvi dizer que alguns Teams pertencentes á uma Shadow Guild eliminaram alguns Pokémon em umas Dungeons...

- Espera, existe Shadow Guilds?!

- Sim. Um pouco antes disso...-E moveu o dedo, o girando indicando ao redor - Disso tudo acontecer aqui. É estranho.

- ... Uau! Espero que a gente não cruze com um deles...

- Eles me dão arrepios. -Resmunga Ellie, voltando a andar. - Mas acho que não se muda essa natureza, muda? Digo, todos temos alguma escuridão aqui dentro...- E depositou a mão no coração. - E não são todos que querem mudar...

- Ou então, estão cegos. -Fala Sally, em transe. Ela teve a sensação que já pensara isso alguma vez.

Mas, provavelmente, deve ter esquecido.



* * *



- Ellie.

- Sim?

- Mas, e quanto a você? Quando começou a lutar?

Ellie demorou a responder, desviando o olhar, constrangida.Olhava para o final do corredor, como se a resposta estivesse lá. Abriu a boca, mas calou. Sally a olhava com curiosidade.

- Na verdade, eu... Eu acabei me defendendo de um ataque uma vez, e meus cipós atacaram. E a partir disso, tive maior controle dele, ainda que no início chegasse a me atrapalhar um pouco.

- Atrapalhando você mesma?

-Sim. Por exemplo, quando eu me virava pra pegar um copo de água, o cipó surgia e quase quebrava tudo ao meu redor. Mas, com o tempo, já tenho pleno controle deles.

- Ow. Digo, isso é demais! Você sabe dominar seus poderes!

- Você também mostrou isso. - Responde sorrindo. - Na verdade, bem mais rápida que eu. - E riu levemente.

- Mas sei lá... Sinto que eles realmente estavam adormecidos e que já aprendi em algum lugar a como fazer isso, só não lembro onde.

- Seu passado vai aparecer mais cedo ou mais tarde. Eu acredito nisso. Um dia. -Comenta esperançosa. 

- É verdade. Um dia, quem sabe eu lembre ou descubra o que eu fazia antes né? Enquanto isso, eu faço novas memórias!

Então, haviam subido mais alguns poucos andares.

E desceram outras escadarias de pedra, tomando cuidado para não escorregarem na areia úmida também. Porém, quase escorregaram devido ao fato de serem pedras lisas e haver goteiras por perto. O lugar ficou um pouco mais escuro conforme foram para a parte mais profunda da caverna.

Chegaram a que deveria ser considerada a última sala, pois não havia mais para onde se descer ou subir. No canto esquerdo, encontraram outro Pokémon, amedrontado e encolhido.

Escondia seu rosto como uma criança, e ao se aproximarem, realmente se tratava de uma.

O Pokémon era de um formato oval, de um rosa chamativo e seu sorriso não estava presente. Suas duas antenas, na verdade, eram feitas de folhas verdes, num formato reto e cortado. Os olhos eram amarelos, mas dele se saia lágrimas. Os soluços eram pequenos e delicados, fazendo com que os que assistiam a cena, também ficassem chateados.






Ao se aproximarem, as orelhas do Pokémon se levantaram e parou de chorar. Pela reação, Ellie deduziu que estaria confuso, pois naquele estado, a criança poderia facilmente confundir um inimigo com as que realmente viriam a salvá-lo. A Snivy se aproximou devagar, pedindo que fossem calmamente. 

Ao chegarem mais perto, Hoppip encostou-se na parede e quando voltou a chorar, Ellie falou gentilmente:

- Não se desespere, pequena... - E estendeu as patas para frente, como um sinal de ajuda. - Nós viemos te levar de volta pra casa.

Hoppip soluçou mais uma vez antes de parar de chorar. A criatura rosa se levanta e corre em direção a Ellie, abraçando-a. A Snivy fica sem reação e Sally faz o possível para esconder o sorriso. Encabulada, Snivy a envolve com um braço e com o outro retira sua Explorer Badge, que começou a emitir um brilho suave.

- Acho melhor nós irmos, Sally.



* * *



-OH MEU ARCEUS! Vocês realmente a acharam!

A Jumpluff abriu os pequenos braços azuis e abraçou a pequena Hoppip, não a soltando por um bom tempo. Quando se separaram, beijou a testa da pequenina e se voltou para a dupla. Tirou um saco marrom, e pelo barulho, eram moedas.  Também ofereceu alguns itens comuns, que Ellie rapidamente guardou na bolsa de explorador. Agradeceu mais uma vez, e saiu saltitante com a filha em um dos seus pompons brancos na cabeça.

- Eita. - E olhou para o saco.- Ela deu 2000 Poké-Dolares. Uau!

- Não se esqueça dos itens. Sério, vamos virar ricas desse jeito. - Fala Sally, contente. 

- Caham, senhoritas. - E uma ave colorida se aproximou, de aspecto sério. Charles parou em frente a elas. 

- Sim, Charles? - Perguntou Ellie.

- O pagamento, é claro. - Falou simplesmente.

Ambas recuaram, com olhos arregalados. Chatot pegou o saco de moedas sem grandes cerimônias e então retirou algumas moedas e colocou em outra bolsa, maior e que parecia estar cheia. Entregou o saco, mas muito mais leve e ignorou o desapontamento das jovens.

- Mas... Ficamos com apenas 10%? - Lamenta Ellie, olhando para o dinheiro.

- É claro. - Responde. - É para as despesas da Guilda, pagamento dos funcionários, pagar o aluguel da propriedade, sem contar a licença da Guilda que faz parte do conselho, a alimentação e-

Sally parara de ouvir. Ficaram tão absortas na ideia do pagamento, que era mais que absurda. Ao menos, em seu ponto de vista. Não deixou de ficar brava, mas quando ele mencionara outras coisas, realmente considerou que usariam esse dinheiro para bons fins.

Forçando-se a ficar calma, Sally apenas suspirou, aborrecida. Ellie guardou o dinheiro na sua própria bolsa e assim que Chatot terminou, ela toca o braço de Sally.

- Hey, não fica assim. Olhe, pelo menos temos um novo lar e as refeições. Poderia ser muito pior, não?

- É verdade... - E parou para avaliar as palavras da Snivy. De fato, manter uma Guilda daquelas proporções não era nada fácil.

E com alguns tantos integrantes...

- Anda. É hora do jantar! - E deu um tapinha no braço dela, que acordara dos pensamentos.

Ambas se dirigiram para o primeiro andar, descendo as escadas. Viram outros Pokémon seguindo para a cozinha, animados e falantes. Quando viram a dupla, as cumprimentaram e juntos, todos foram para a cozinha.

- Mas Ellie... Que isso é uma sacanagem isso foi. Ele não tinha falado nada disso... - Sussurra Sally em seu ouvido. 

- Eu sei. - E suspirou, sentando-se na cadeira.

Ao longe, avistaram a entrada de Heitor no refeitório, e quando este as viu, abriu um largo sorriso e sentou próximo delas. Alegre, começou a contar todas as atividades do dia, detalhando cada movimento que fizera. Ao menos o jovem Bidoof estava animado.

Suspirando, Snivy e Totodile sabiam que aquela noite seria longa para elas.






Notas da Autora#5


Hey!

Mais um capitulo novo! :')


E eu to bem feliz, trabalhei pakas nele. Espero q tenha ficado bom :v 

Além do mais, eu também queria dizer que modifiquei a Treasure Town! Sempre senti a necessidade de se ter mais coisas, principalmente em levar em conta a fanfic em si. 

(YEY!)


Cara, até eu queria ir na lojinha da Klefairy! É tipo a confeitaria do Carlos Bakery :v (;-;)

Então acabei colocando uma nova vila. Manteve-se várias coisas, mas eu aprovei mais assim. E espero que vocês tenham curtido :v

Sally e Ellie ainda tem muito o que aproveitar na vila. Mas essa foi a primeira vista :v

Acho que também serviu de introdução na Guilda. Como não gostar do LOUIS? :v??


Provavelmente alguns tenham notado que coloquei um tópico nunca visto no jogo antes. Vai acontecer, com certeza. Não sei quando, mas vai

Alias, quero agradecer novamente ao Canas por mudar o Layout do blog! Sério, adorei muito! <3 

Então até a próxima gente! :3

Cyao!













Capitulo 4: Treasure Town







Sally havia tido um pesadelo.

A primeira coisa que aparecera quando dormiu fora uma forma que reconhecia, de algum lugar. De algum lugar de seu passado. A forma era alta e esguia, e ela tentou correr em direção a figura. Todo o lugar era cercado pela escuridão, exceto pela parte em que a figura era iluminada por uma forte luz branca. Sally passou a correr mais e mais rápido.

Mas a cada passo que dava, mais parecia se distanciar do seu objetivo. Não sabia quanto tempo ficou correndo, mas começou a se cansar. Respirou fundo, e apoiou suas mãos nos joelhos. E quando levantou a cabeça, a figura não estava mais lá. Olhou para os lados a sua procura, mas não encontrou nada além da escuridão. Tudo ficara tão escuro, como um breu. Sally tentou respirar, mas até disso não tinha mais forças.

Recuou alguns passos, não sabendo em que solo pisava. No momento, ela apenas queria sair dali. Quase que tropeçando, seus pés e joelhos hesitaram. Virou-se e correu. Mas no primeiro passo, uma mão com a força indestrutível  a puxou para baixo e a arrastou consigo, prendo-a no lugar onde o mar negro e o céu se encontravam. Via apenas o preto, e essa foi a ultima coisa que viu ao abrir os olhos.



Não se apavorou ou gritou, continuando encostada na parede rente a cama, onde se posicionou ao acordar. Olhou para baixo e viu as mãos tremendo. Respirou fundo novamente, acalmando seu coração acelerado. Olhou para o teto, praticamente coberto por alguma planta que nunca havia visto. 
Seu tronco subia e descia, ainda descontrolado pela adrenalina do sonho.

Viu as ramificações verdes, alternadas entre finas e grossas se esgueirando até chegar à janela, em busca de um filete de luz. Sally se virou para a janela, onde viu raios de sol e o céu já azul claro.




Levantou a cabeça para espiar mais um pouco, observando o mar de longe. Havia outros rochedos, mas aquilo não incomodava a vista, e sim ressaltava sua beleza natural.

Ainda tremia um pouco, e tentou manter a respiração no ritmo normal. 

"O que foi aquilo?", pensou várias vezes, enquanto continuava imóvel na sua cama. Colocando a mão na cabeça, fechou os olhos. Depois daquilo, sabia que não conseguiria dormir, então esperou que Ellie acordasse, para que então, pudessem explorar a Guilda. Ou aquela vila do outro lado...

- BOM DIA, ROOKIES! - E a porta do se escancarou, embora que por pouco não tivesse quebrado. - HORA DE LEVANTAR!

- AH! - Assustou-se Sally, de imediato.

Snivy acorda, caindo da cama, balbuciando perguntas do que havia acontecido ali. Seus olhos ainda estavam cedendo ao sono, quase os fechando e dormindo ali mesmo, no chão. Sally pula da cama, e observa Ellie, ainda sonolenta.

Olhando com raiva, mas não menos surpresa, viu um sorriso presunçoso naquele Pokémon. Era um bípede, com duas orelhas levantadas e redondas, com círculos róseos e pretos no interior. Tinha uma boca amarela, sempre aberta mostrando sua garganta e língua. Tinha quatro dentes brancos nos cantos da boca, no total. Seus pés eram redondos e suas garras eram retangulares. Loudred tinha os braços para baixo, como se aguardasse algum movimento.


                                 



- HEY! Você assustou a gente! - Bradou Sally.

- OWAHAH! - E sua risada era maligna, e apoiou as mãos na cintura quando terminou. - Sim! É meu trabalho assusta-, não, acordá-las! Já é de manhã, e vocês tem a honra de serem as primeiríssimas a acordarem!

Sally sentiu um sentimento forte começar a se apoderar em seu corpo, começando pelos punhos. Ellie percebeu que deveria ser o instinto natural de Sally, e estaria mais forte com a volta de seus poderes. A cobra verde abanou a cabeça, acordando plenamente.

- Sally, isso não é necessário... - Sussurrou a amiga, não sabendo como Sally poderia atacar um Pokémon. Poderia ser a qualquer momento... - Ainda não estamos nas Dungeons...

Totodile olhou para os punhos, na mesma direção que a Snivy olhava, quase que preocupada com sua reação. Abriu as mãos e abaixou o braço rapidamente antes que o Pokémon notasse.

- Mas quem é você? - Pergunta a Totodile.

- AH! Vejo que ainda não me conhecem! - E sorriu. - SOU LOUIS!

- Somos Ellie - E apontou para si mesma, depois para amiga ao lado. - E esta aqui é a Sally. 

- BEM! - Disse, batendo as grandes palmas. - Vou acordar os outros membros! Não demorem para irem ao Salão Principal!

- Está bem. - Respondeu Ellie, levantando-se e se olhando no espelho. 

Loudred deu meia volta e fechou a porta. Em alguns segundos, ouviram um grito parecido com o que dera anteriormente, mas acompanhado de outras vozes desconhecidas.

LOUIS! - Sua voz era de ódio, sendo proferida num tom ameaçador. - NÃO TEM UM DIA QUE VOCÊ NÃO FAÇA ISSO?! PELO AMOR DE ARCEUS!

- DEFINITIVAMENTE, NÃO! HUAHAHAHAH! AUGH! HEY! Jogar almofadas não vale!

E tudo ficou um silencio, até que se ouviu um chiado, e mais itens sendo jogados.

- OUGH! AUH! TERESA, EU JÁ DISSE! Pode parar-

- SAIA. DAQUI. SEU. IDIOTA. - Berrou a voz feminina. 

- Huahahah! -E então passos ecoaram novamente, Loudred gritara. Acordou, pelo visto, os membros do último quarto.

"Quantos Pokémon tem por aqui...?" indaga Sally, arrumando sua cama, seguindo o exemplo de Ellie.

Ouviu-se um lamento feminino do outro quarto ao lado. Sally pensou que viver naquela Guilda e acordar assim todos os dias... Deveria ser bem chato. Mas essa seria a nova realidade delas. Terminada por fim a atividade, se olhou no espelho e viu que, por sorte, não estava com olheiras. Nem parecia que havia tido um pesadelo.

- Sally, o que houve? - perguntou suavemente. - Parecia que você iria despedaçá-lo em pedacinhos...

- Bem, eu não sei, definitivamente. Desculpe-me. - Confessou. - Acho que foi um reflexo...

Ellie terminara a tarefa, voltando para a prateleira e pegando itens. Estendeu a mão, oferecendo uma fita a Sally, que era branca como a neve. Ellie pegou outro item, semelhante, porém de um verde água.

- Acho que talvez seja até cedo dizer isso... Mas pra que a gente dê certo como um time, devemos confiar uma na outra. Então, pegue isso.

- Owa. - E o ergueu, vendo como brilhava. - É bem bonito... O que é? 

E antes que percebesse, o branco gelo passou para um azul anil, mas quase celeste. Era claro, um pouco mais que a tonalidade própria da Totodile.

- É um Sky Blue Bow. - Disse, sorrindo. - Ele aumenta nosso Status, como Attack, Defense, Speed, Special Attack e Special Defense. É muito útil. Prenda no pulso, ou onde achar melhor.

- Okay. Embora isso aqui não faça muito o meu estilo... - Lamentou, pensando aonde colocaria em seu corpo escamoso.

- Não mesmo, mas vai ajudar, você vai ver. 

 -Eu tive uma ideia, Ellie.

Agilmente, Sally puxou a fita, e o laço se desfez em suas patas,  e amarrou no antebraço, como uma pulseira. 

- Pronto! Mas isso não cortará os efeitos, né? - Pergunta, olhando esperançosa para Ellie.

- Até onde sei, não haveria motivo pra isso. Acho que é a fita em si, e não o nó... Mas ficou melhor desse jeito em você. 

Estendeu a bolsa que ganharam na noite anterior e Sally passou pelo ombro, enquanto Ellie colocava a própria.

- E o seu? Por que é diferente do meu?

- Isso varia com a aura da pessoa... Eu li sobre eles num livro há um tempo atrás. O meu é o Minty Bow, e o seu é Clear Aqua Blue.

Então, a dupla saiu do quarto, olhando uma última vez o pequeno cômodo, verificando se estava em ordem. 

- Quando voltarmos, encheremos esse quarto com bugigangas. - Concluiu Sally, acenando satisfeita com a cabeça.

Saíram pelo corredor, com Ellie atrás, fechando a porta. 

A vista ao redor não era muito diferente do quarto. As paredes eram de pedras, de um alaranjado chamativo, com vinhas de cor esmeralda entrelaçando-se nas rochas da parede. O corredor era mais claro, visto também que o chão era muito usado, mas não sujo ou desgastado.  Chegaram ao primeiro andar, considerada a maior área da Guilda. Havia a porta da Guildmaster, fechada e com o Chatot ao canto direito da porta, verificando uma prancheta, e apesar de parecer ignorar o redor, desinteressado, olhava uma vez ou outra para os membros da Guilda.

Aos poucos, os Pokémon chegaram. A Guilda foi se enchendo de sussurros, e alguns Pokémon as olhavam curiosos. Havia cerca de oito Pokémon, sem contar Charles. Ele praguejou e todos se silenciaram imediatamente. Ele se endireitou, agitando as penas.

- Muito bem. A Guildmaster virá a vocês com suas palavras de sabedoria.

A porta se abriu, e Maya aparece sorridente, saltitante e parou ao lado de Chatot.

- Bom dia pessoal!   - Ela começou, com sua voz alegre. - Muito bem! Vamos começar!

Pareceu á Sally, que alguns membros entediados, ergueram suas costas e sorriram. Um clima de exaltação percorreu o ar, e também se agitou. Ficou alegre, e não foi a única.

- Eis as regras da Guilda! -Começou, sorrindo. 

- UM. - Entoaram todos, formando um coral. - Não cabule no trabalho!

- Dois! -Continuaram, mas a dupla ainda estava quieta. - Corra, mas pague!

- E três! SORRISOS PARA MILHARES!

- Muito bem Pokémon! - Pronunciou Maya.- Antes de começarem seus deveres, conheçam as novas integrantes da Guilda, Sally, a Totodile e Ellie, a Snivy! Sejam bem vindas em nossa Guilda!

Após uma salva de palmas, Chatot se pronunciou:

- Estão todos dispensados para as missões.

Os Pokémon se aproximaram com sorrisos e pulos, fazendo perguntas aleatórias e até mesmo cantarolando. A primeira que se aproximou lembrava a forma de uma flor andante. Tinha belas pétalas amarelas, curvadas e finas. Seu rosto também era de um amarelo, porém mais claro, além de possuir duas listras finas que iam da testa ao queixo. Seu corpo lembrava o caule de uma planta, verde mas com curvas. Em vez de mãos, possuía duas largas folhas verdes, onde se via as ramificações. Sorria alegremente e docilmente.



                      .
Oh, my gosh! Bem vindas minhas queridas! Eu me chamo Teresa! É um prazer conhece-las!-E partiu para um caloroso abraço, puxando-as.

"Então era ela que peitou o Louis... ADOREI." - Sorriu Sally.

Ao saírem do abraço, outro Pokémon logo se apresentou. Era uma lagosta laranja, com a barriga de uma cor creme. Suas pinças eram grandes e abriam e fechavam constantemente. Seus olhos eram redondos e suas patas eram articuladas, somavam-se seis no total. Apresentou-se como Jack, estendendo as patas e balançando-as levemente.
                      


Entre os demais, outro Pokémon se apresentou como Alice. Era uma Chimecho, e sempre que se movia suavemente, e com isso, soava um estalar de sinos pelo local. Era uma das criaturas mais dóceis que Ellie se lembrou de ter conhecido. Mas logo que as cumprimentou, dirigiu-se para a cozinha, segundo a própria.


- Hey, senhoritas! Me chamo Darius! E este é meu filho Dexter! Sejam bem-vindas!

O que se apresentara como Darius, era um Pokémon de três cabeças, com um nariz rósea em destaque no rosto. Seu corpo era enterrado ao chão, de modo que apenas suas três cabeças eram visíveis. O Pokémon ao lado, Sally reconheceu pela voz ao dizer olá.

  
- Hey, você não é aquele que identifica os Pokémon?

- S-sim! Sou eu mesmo! -respondeu tímido.



Sorriam, e continuaram com os comprimentos. Outro Pokémon chegou, com a cara de poucos amigos. Tinha a forma bípede e sua cor era arroxeada. Havia um círculo laranja saltado em cada bochecha, olhos negros e envoltos num amarelo dourado além de duas faixas brancas enroladas na cintura. Suas bochechas se alongavam, expandindo a parte laranja. Fazia um coaxar ritmado e exibia um sorriso forçado, como se estivesse insatisfeito. 


- Meh-he... Shimezo. Mas eles me chamam de Shizo. Meh-heu-heh. - Riu com a voz esganiçada.

- Olá. - E foi tudo que disseram, pois ele dera meia volta e seguiu em direção a uma pequena construção que se assemelhava a seu corpo, mas em forma de pedras. Mexia no caldeirão, não deixando espirrar nenhuma gota para fora daquele líquido roxo que estava dentro.

Os Pokémon acenaram e se despediram. Chatot movia a cabeça de um lado para o outro.

- Onde está Heitor?

- A-aqui estou senhor!

Surgiu uma criatura quadrúpede, com a pelagem marrom claro, patas escuras assim como o circulo ao redor dos dentes. O roedor tinha um par de dentes para fora além de um pequeno nariz triangular vermelho. Suas orelhas se atentaram quando ficou em frente de Charles, que tinha um olhar sério de reprovação. Tinha um ar inocente e atrapalhado, e seus olhos ficaram atento as palavras de Chatot.


                   



- Heitor, conheça nossas novas integrantes.

- O-oh! Olá! Eu me chamo Heitor! - Falou, corando, além do vermelho devido a corrida.

- Sou Sally. Esta é Ellie. - E apontou para a parceira.

– Sejam bem vindas a nossa Guilda! - Disse alto.

- Caham. Heitor leve-as para conhecer a cidade. Este é seu dever hoje.

Biddof alegrou-se, ficando na forma bípede e fez uma reverência formal para Charles.

- S-sim senhor! Senhoritas, por favor, sigam-me!


* * 


Haviam chegado na entrada da Guilda. Do lado de fora, o sol  não tardaria a chegar em seu ponto mais alto do dia. Uma musica soava distante, do lado esquerdo da Guilda. Continuaram a caminhar, recebendo de bom grado a luz solar, aquecendo o local. Porém, não era abafado como em outros lugares em que estiveram.

Era livre, e Sally respirou o mais fundo que conseguiu. Desceram  a escadaria, e Heitor seguia em frente mostrando o caminho assim que entraram na divisa da pequena vila. Sally reconheceu aquele lugar e sabia onde estavam. Ainda que não tivesse prosseguido para a vila, se sentiu familiarizada.

- Por aqui. - Mostrou Bidoof.

Sally estava bem atrás do Pokémon, observando atentamente o início da vila. Ellie notou sua empolgação e sorriu, distraída. Avançaram mais um pouco, andando mais devagar conforme avistavam as lojas.

Em várias partes do local, havia pequenos arbustos organizados, com flores em tons coloridos, cercadas de gramas ou estacas de madeira, com pequenos cata-ventos pintados na madeira, a girar conforme o vento passava. 

Logo de incio, havia uma placa, que indicava os lugares da vila. A planta, era simples, mas compreendível. 

A primeira loja a direta, era de uma forma de caveira branca e um olho vermelho, além de, com o que deveria ser considerado o corpo, em negro. Não tinha uma grande altitude, mas tinha bastante destaque. 




Na bancada, um Duskull organiza algumas sacolas marrons, com inúmeras moedas douradas. Assim que terminou de arrumar os objetos, limpou o balcão e deu aceno com a cabeça.

- Bom dia! Novas integrantes da Guilda? - perguntou cordialmente.

- Oh, sim, sim, senhor Rodrigo!

Aproximaram-se, e as jovens se apresentaram e o fantasma mencionou seu trabalho: guardava o dinheiro dos Pokémon, em segurança.

O fundo da tenda era escuro, mas ainda se podiam ver alguns pontos brilhantes. Duskull parecia ser um Pokémon confiável, e seu sorriso certamente  não era de um mentiroso ardiloso. Acenaram e voltaram para a trilha da vila.

Logo á direita, havia duas contruções pequenas e proximas uma das aoutras. A primeira, era um predio de cor gelo, e com uma cruz vermleha logo acima da entrada. Numa placa, exibia-se: Casa de Cura. Ao lado, num formato oval, Chansey´s Maternity. 


(Para mais informações, ir á Notas da Autora)

Ao continuarem a caminhada, seguiam a trilha, até chegarem a uma tenda vazia. A forma era de um Pokémon sorridente, de pelo amarelo e duas pequenas antenas que saiam de sua cabeça. Seus olhos eram da cor vermelha, e havia uma faixa preta os cercando, parando no centro do rosto.



- Oras... O senhor Lúcio não veio. Que pena. Mas vamos continuar!

Bidoof apontou para outras tendas, explicando que às vezes, Pokémon comerciantes chegavam, mas nem sempre se estabilizavam, ou até mesmo estavam só de passagem. Atravessaram uma pequena ponte, chegando à outra parte da vila. Sally e Ellie reconheceram os Kecleon, mas estes não a conheciam, as saudando como outros haviam feito.  Notaram o desentendimento e sorriram.




- Oh, minhas caras, vocês devem ter nos confundido. Nossa família é, contando, quase impossível de saber. Temos inúmeros primos e primas, e é comum trabalharmos nas áreas de comércio! - Explica o Kecleon verde. 

- Aonde vocês os conheceram? - pergunta o Kecleon roxo.

- Não exatamente os conhecemos, estávamos com muita pressa para conversar. Mas foi em Pokémon Square.

- Não é muito longe daqui, é? - indagou Bidoof.

- Oh! São os primos Lutece. Sem sombras de dúvidas!

- Verdade. - esclarece a Kecleon verde. - Eles são bem legais. Mas, somos os Roland.

- É um prazer conhecê-las minhas caras. E bem vindas, ainda que tenham ouvido isso inúmeras vezes hoje!

Riram, descontraindo o ambiente.

- Pelo visto o senhor Kazir também não chegou... Soube que ele também está numa viajem, como o Lúcio.

-Lúcio está viajando? O-OH! Esqueci-me de contar... Desculpem-me...

- Sem problemas, Heitor.

Heitor sorriu timidamente, e se virou um pouco corado. Não era sempre que recebia tais gentilezas. Voltaram a caminhar pela vila assim que se despediram dos Roland. Pararam em frente de outra tenda, com inúmeras gavetas dentro da loja, que chamavam atenção.




- E esta é a Senhora Cortney.

- Oh! Vocês são as novas integrantes não é mesmo? Como vão, minhas queridas?

- Animadas. - respondeu Ellie. E Sally acenou com a cabeça, concordando.

- Vejam, eu espero que vocês me venham visitar, hein? Pois sempre haverá itens a serem pegos em missões. E não é toda vez que há espaço nessas bolsas. Por isso eu, Courtney, me responsabilizo por guardá-los! - e colocou a mão na cintura, orgulhosamente sorrindo.

Neste instante, sua bolsa se mexeu, e dela saiu uma pequenina criatura azulada. Era  semelhante a mãe, o bebê cheirou o ar e ao avistar as meninas, voltou para a bolsa, cobrindo o rosto.

- Own... Veja, ele está tímido! Não seja assim, meu querido.

O filhote voltou a colocar a cabeça para fora, espiando após levar o aviso da mãe. Olhou as jovens e depois de alguns segundos, voltou a esconder seu rosto, vermelho.

- Hahahha!Olha, Ellie! Ele está envergonhado...Que bonitinho! -sorriu Sally.

- Ele é uma graça, senhora Courtney! - exclamou Ellie, apertando as mãos.

- Oh-ro. A propósito me chame de Court, certo?

-Ah... Desculpe-me...

-Ah, não se preocupe, mas é como os meus amigos me chamam. - Gesticulou com a mão, sorrindo.

Agora que Sally notou, Heitor não havia se pronunciado. 
Ao virar a cabeça, viu que Bidoof olhou para as nuvens, distraído. Moveu a cabeça como que em transe. 

- Ele tem seus olhos. -Ouviu Ellie falar. 

- Oh! Mas não é que tem mesmo?

- Com licença... - E as três se viraram em direção a ele, e Bidoof engoliu o seco e respondeu. - Precisamos voltar. Ainda há mais algumas lojas e ainda hoje, preciso mostrar o quadro de missões...

- Nesse caso, vão, minhas meninas. E voltem logo, viu?

Após acenarem, Bidoof as guiou para a outra rua, na parte sudoeste da Vila. Havia uma barraca com a cabeça de um pássaro, com as asas estendias. Os olhos pareciam observá-la, e tentou não ser intimidada. Mas ao se aproximarem, Heitor viu que ainda não havia ninguém. 



- Acho que ele ainda não voltou de viajem... Então, vamos para o próximo! - Falou, empolgado.

"Ainda bem...Pensei que se ele estivesse pessoalmente iria quase que me intimidar." - pensa Sally, suspirando.

Então. alguns segundos de caminhada, viram outra loja, ao lado esquerdo. Era rosada, e com um formato de Clefairy, com as pontas das orelhas pretas. Os olhos eram janelas, sempre viradas para algumas mesinhas ovais logo em frente. 


- É um dos meus lugares favoritos daqui! - Exclama Heitor. - É uma casa de doces... Um melhor que o outro!

- Uau. Quando a gente começar a trabalhar eu irei vir aqui. - Conclui Sally, cheirando o ar. - Alias, tá sentindo esse cheiro?

Ellie cheirou o ar, e Bidoof sorriu por perceberem. 

-Esse cheiro bom é dali, ó. - E apontou para a frente. 

Havia um construção de tamanho mediano, mas a maior que viram até agora. Era de um verde grama, e por ser a forma de um Cacturne, o "chapéu" era o teto, de cor verde escuro. A parte da cozinha ficava do lado direito (mas do ponto de vista delas, o esquerdo), além de poder ver o que estava dentro; armários e utensílios de cozinha. 


A chaminé emitia uma fumaça clara, e era pouca. As cadeiras estavam vazias e organizadas, e alguns poucos Pokémon se aproximavam da loja, visto que horam eram.

- Eles tem fogão a lenha? - Pergunta Sally, cruzando os braços. 

- Sim! E de sexta feira a domingo eles fazem pizza! Não é demais?! - Exalta Bidoof, tremendo de ansiedade. - Eles são bem legais. É uma família que trabalha e eles abrem todo santo dia. Especialmente agora... 

-Por que?

- Ah, eu acho que você não sabem... Mas haverá um festival!

- Festival?- Se interessou Sally, descruzando os braços.

- Sim! Geralmente é no meio do ano... Mas... Eu sempre esqueço a data!

- Ah, certo...

"UM FESTIVAL. CARA, VOU GASTAR TODO O SALÁRIO COM COMIDA!" - Sally não escondia seu sorriso, e Ellie, suspirou por adivinhar o que Sally pensava.

- Ao menos, você gastará seu dinheiro com comida...

- Sempre é bom! E é o melhor investimento! - Justificou. 

- É verdade! - Juntou-se Heitor. - É sempre bom....

Continuando o percurso, Heitor mostrou aonde aconteceria algumas atrações do festival.

- Sabe, - ele disse, apontando para baixo. - Ao redor dali, recebemos de vez em quando alguns comerciantes, circos, e outras coisas... É uma das melhores coisas por aqui! E a Vila LOTA! 

- Não é a toa que esse teatro é meio grande, né?



- Eu mal posso esperar pra ver... - sussurrou Sally. 

- Acho que uma das melhores partes são... Ah, tudo é legal no festival!! - Terminou Heitor. 

Passados alguns minutos observando o teatro, o trio saiu. Aquele lugar parecia ter uma espécie de energia que atraia Sally e ela pensou que gostaria de passar mais tempo lá. 

Atravessaram novamente outra ponte de madeira, e Heitor se prontificou a dizer que, por sempre vir muitos Pokémon nessa época do ano, foi construído um Hotel há alguns anos. Se chama Snorlax´s Rest, e além da construção oval da cabeça de um Snorlax, havia mais dois prédios de tamanhos diferentes, amarelos creme.




Mais a frente, outra construção também tinha a cor amarelada.




- Não sei se vocês sabem, mas sempre tem baderneiros por ai... - Lamentou Bidoof, parando em frente. - Essa é a Beedril´s Office! E ao lado, fica os dormitórios... Eu acho... Não lembro direito...

- É recente? Parece que foi construída há pouco tempo, a julgar pela cor das paredes... - Analisou Ellie. 

- E foi mesmo! São eles que distribuem os Quests na Guilda também... Alguns deles, eu acho. 

- Entendi. - fala Ellie. 

- Eu acho... Acho que conheço- Tentou falar Sally.

- Hey, Sally! - soou uma voz conhecida ao longe.

Vindo a passos largos, estava se aproximando um Growlithe, com uma mala pendurada nas costas de uma só alça. Era preta, simples.

- Você por aqui! - exclama ele, parando em frente á ela. - Está na guilda, ou veio me visitar?

- Nossa, você não falou que tinha um amigo convencido, Sally. - Resmunga Ellie, cruzando os braços. 

-Ah, o Gerren? Ele me ajudou quando eu tava perdida, sabe-

- Sally também não falou que tinha uma amiga fresca. Mas bem, você é do tipo Grass, de qualquer maneira, então...

- Gente, por favor. - Tenta pronunciar Sally, mas ambos já se encararam, fuzilando-se com o olhar estreito.

- Ora, seu esteriótipo de um topete, já vi muito melhores de onde eu vim.

- Deveria voltar prá lá então! Pro seu tipo Grass e-

E antes que continuasse, Sally chutou o chão, levantando areia que surpreendeu os dois. 

- Então, seus pedaços de Oran Berry estragada, ambos são meus amigos e quero que parem de brigar. 

Gerren olhou para o lado, corado, e Ellie parecia que iria falar algo, mas se calou. 

- Na próxima vez que isso acontecer, eu paro os dois na marra. - socou a própria mão como aviso. - Estamos entendidos? - falou séria, olhando para os dois. - O que foi? Acham que por eu ser legal o tempo inteiro eu não sou séria nessas horas? Touché, meus amigos. 

- Certo. - resmunga o Growlithe, olhando para Sally. - A gente se vê por ai. 

Dando meia volta, saiu sem olhar para trás, e entrou na construção amarelada. 

- Humf. Dá pra acreditar? - fala Ellie, brava. - Ele vem e ainda falou mal sobre o meu tipo! Só porque ele tem vantagem por ser do tipo Fire?

- Ah, na próxima, a gente dá uma esfriada nele. Literalmente. Mas Ellie, ele não parece... Digamos, maldoso. Até porque, foi você que começou, né?

- Sally, de que lado você está? - Questiona, indignada. 

- Eu to do meu lado do arco-íris, oras! - E ergueu as patas. - E sei que os dois agiram errado...

- ...Humf.... - Ellie parecia reconsiderar o seu ponto de vista, mas Heitor mumurou algo. -Oh, desculpa Heitor, a gente discutiu e...

- Bem, só queria dizer que essa foi a última parte da Vila. Tem o Marowak Dojo... Mas está fechado há alguns meses. 

- Ué? - pergunta Sally. - Por que?

- Eu... Esqueci.- e engoli o seco. - Hehe...

Quando deixaram o posto policial para trás, viram uma construção, a segunda maior da Vila. 




No centro, havia um crânio do mesmo Pokémon, além de algumas bandeiras ao lado, com símbolos vermelhos. Havia também, por perto, um Totem, composto por rostos de Zigzagon, Duskull e Aipom. 

Havia um tapete na entrada era azul, mas estava um pouco empoeirado. As janelas, como a porta, estavam fechadas. 

- Fica pro próxima, então... - Lamenta Sally. 

- Acho que terminamos aqui. - Diz Bidoof, olhando para a entrada da Vila. - Charles disse que assim que eu terminasse por aqui, deveria levá-las pra Guilda...

- Então vamos nessa! 




Voltando para a Guilda, Sally vira um Pokémon parado, ao lado de uma pedra. Ele parecia familiar....

- Bom dia, senhor. - diz a ele. - A gente já se conhece?



Ellie ficou tensa, e parecia estar pronta para sacar o chicote a qualquer minuto. Para ela, falar com estranhos era um perigo. Ficou atenta aos movimentos da amiga e do Pokemon desconhecido. 

- Eu acho que não... Mas olhe, estou com uma super promoção aqui. - ele remexeu no seu baú marrom, e tirou de lá um caderno e um graveto. - É meu último produto, e eu queria vendê-lo, antes de sair desa cidade e seguir meu rumo. Acredito que você seja uma exploradora... Este item pode lhe ser útil. - fez uma pequena pausa antes de continuar - Está interessada?



- O que é isso? - apontou para o graveto escuro.

- É uma espécie de tinta engarrafada que permite que anotemos coisas. Eu coloquei um pouco de tinta escura dentro desse graveto, e quando desliza na folha, sai o formato que desenhamos. Eu mesmo uso um, pra fazer minhas anotações, em tamanho menor. - E tirou um outro caderno, menor e discreto. - Eu anoto tudo o que eu faço e vejo nas minhas andanças por aí. Quando a gente viaja tanto, a gente vê tanta coisa diferente... Vai que eu esqueço, não é mesmo?

Ouvindo essa última frase, Sally agiu por impulso.

- Entendo, senhor. Quanto custa?

- Bem, 25 Poké-Dollares está bom para você? 

- Está ótimo. -Comemorou Sally. - Vou levar! 

Sally então remexeu na sua bolsa em busca de moedas. Havia vendido alguns itens no Kecleon Shop, então pegou algumas moedas e rapidamente entregou ao Pokémon. Agradecendo com um aceno de cabeça, ele entregou o caderno a sua nova dona. Fechou o baú e disse.

- Obrigado, minha jovem. Até um dia. 

Com um sorriso no rosto, Sally admirou o caderno, gostando do acabamento e do pingente. 

- Cara, eu não sei, mas isso aqui é bem legal... - comenta, ainda analisando o caderno. - Eu adorei. 

- Sally, é meio... Perigoso falar com estranhos, sabe, assim do nada, não?

- Ah, qual é. Ele é um vendedor. - Falou, guardando o caderno na bolsa. - Ele deve estar tão acostumado a lidar com estranhos tanto quanto eu! E eu sei me defender também. A propósito, desculpe se eu os fiz esperar. Agora, vamos!











- Copyright © 2016 Pokémon Mystery Dungeon: A Fanfiction - Escrito por White Vir Scarlet (WV) - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -